segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Novidades?

Eu sempre dou uma conferida no noticiário antes de postar nos meus blogs. Dificilmente escrevo sobra alguma coisa pessoal, assim - e é o que me resta! - busco assunto nas matérias dos jornais, naquilo que a imprensa traz de novidade.

Chamar de novidade é um certo contra-senso, em realidade as notícias não variam muito, mudam de local, mudam os atores, mas o enredo sempre é o mesmo. Aqui no país temos a eterna chaga da violência, numa contabilidade sempre crescente de vítimas, e os problemas decorrentes de um governo que pouco ou nada propicia ao seu povo.

Fala-se aqui e alí que os resultados dos exames do Enem foram frustrantes, com a maior média nacional não atingindo os 50% das provas. Fala-se em corrupção (qual a novidade?), sempre a Polícia Federal que descobriu um novo(?) e ousado golpe contra o estado. E, para variar, o Lula diz alguma bobagem que todo acha bonitinha e simpática.

O povo? Tem o governo que merece, está satisfeitissimo com tudo!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As maldades e os inocentes

Não se pode generalizar, como sempre as generalização nos levam a cometer injustiças, mas é difícil acreditar que em pleno século XXI pessoas ainda caiam em certos golpes por ingenuidade. Um dos mais alegados é o de mulheres jovens "seduzidas por ofertas de empregos irreais que acabam por se revelar como prostituição".

A exploração da mão de obra é uma realidade, quem é que se dispõe a pagar mais do que um salário quando se sabe que há uma escassez de ofertas no mercado de trabalho? Acreditar em ofertas irreais - quando se oferece muito por nenhuma qualificação - é a certeza de estar entrando numa furada.

Normalmente o vigarista ilude a sua vítima se valendo da má fé da vitíma. Se a pessoa não tem qualificação nenhuma, ela sabe que o seu trabalho não vale o valor oferecido, então aceita a "oferta" achando que está levando vantagem sobre o contratante. É o que acontece em outros golpes chamados de "contos do vigário".

Quero trocar esse bilhete premiado da loteria pela metade do valor, diz o vigarista. Não tenho tempo de esperar para trocar, tenho pressa, preciso do dinheiro com urgência. O verdadeiro otário imagina que o vigarista é um otário, imagina que vai pagar a metade e lucrar um outro tanto pela pressa do outro. Pronto! A sua ganância, sua má fé fez com que caisse no conto.

Por isso eu não tenho muito dó desse tipo de gente. Vejo que no germe da ação em que foram ludibriados existe má fé, fraqueza de caráter. O castigo é merecido.